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24 de julho de 2013

Estilo, estilo meu...

Eu já posso dizer que salvei a vida de uma amiga. Pelo menos, estilisticamente falando. Tudo o que fiz foi dizer qual o estilo que mais a representa.

Foi mais ou menos assim, num bate-papo durante a hora do almoço. O assunto: cabelos. 
- Às vezes, eu tenho vontade de cortar o cabelo assim como o seu bem curtinho. Acho bonito!
- Mas você não pode  cortar (o seu lindo, longo e ruivo) cabelo!
- Por que não?
- Porque você tem esse quê medieval, esse ar camponês... Você é bohemian, Fernanda, e bohemian não têm cabelo curto.
- Eu sou o quê? Hã? Você e suas Luluquices...
- Eu vou te mostrar.


Na primeira oportunidade, abri o Mr. Google, digitei bohemian style. Após o click, eu pude observar um novo mundo se abrindo numa cara de espanto:
- Mas sou eu!

Aí, páginas e páginas de moda puluraram no computador. 


Dias depois, chega Miss Bohemian e alarda:
- Adoro saber que sou boho! Salvou a minha vida. Agora uso o quero sabendo usar. Hoje mesmo, eu botei a bota com bermuda, mas hesitei. Depois pensei: “sou boho, boho usa bermuda com bota” e saí feliz.

E linda, ressalto.

Pode parecer estranho eu falar de moda. À primeira vista, moda remete a consumo desenfreado, mas pode ser exatamente o contrário. Ao saber qual o estilo que melhor nos define, reaprendemos a comprar. Você pode ver algo muito bonito, que iria cair lindamente bem na sua amiga e não em você, e não comprar. Você fica um pouco mais resistente a estímulos da última (e fast) moda.

Com as amiguinhas aprendendo isso, você ainda pode se dar bem! Já ganhei da Miss Bohemian calça e blusas... Blusas com a minha cara desenhada nelas (rsrs)!


Isso não significa que temos de ficar super restritos ao mesmo tema, afinal, somos múltiplos em um. Eu, particularmente  sou bem “Ladylike”. Mas, às vezes, eu gosto de carregar (uma calça mais justa, muito preto, spikes e olhos trabalhados no delineador).

Acredito que o mais importante é saber escolher até mesmo as (poucas) peças dos estilos sobressalentes. Eu já entrei outra fase, a de procurar informações sobre a empresa (como cadeia produtiva) + evitar produtos de certos países + procurar brechós e amigas... Mas isso já é uma Luluquice.



PARA EXPLICAR MELHOR OS ESTILOS AQUI CITADOS

BOHEMIAN (Boho Chic)
"Ele é caracterizado por ser leve, roupas bem folgadas, claras, com flores (tanto na estampa quanto em acessórios). Podemos dizer que é uma mistura entre o hippie, o boêmio, o folk, o retrô, o romântico e até mesmo o punk. São leves referências de cada estilo, até formar o que chamamos de estilo Boho.
Peças como saias longas, cropped tops, rendas e couro são só alguns exemplos. As cores marrom, bege, rosa claro e turquesa são as que mais aparecem. Na cabeça, as tranças e flores complementando o visual são praticamente o must, além da opção de chapéus.” (http://marciamello.com.br/blog/4241/conheca-o-estilo-boho/)





LADYLIKE
"Diretamente dos anos 50 para a atualidade: cintura marcada, laços, estampas florais e poás, rendas e pérolas ganham um ar fresh, e renovado. O estilo lady like vai ganhando mais e mais adeptas, e serve de inspiração para uma nova mulher, mais madura, consciente do seu corpo, de seu status e de sua liberdade". - 

"O estilo ladylike é romântico, feminino e delicado. É basicamente composto por peças inspiradas nos anos 40 e 50, a época das pin ups e de grandes ícones como Grace Kelly e Audrey Hepburn. As principais características desse estilo são: cintura bem marcada, laços, estampas florais e poás, tecidos leves, babados e correntes de pérola. Cores em tom pastel e o nude também são bastante comuns". - (http://www.depoisdosquinze.com/2012/09/25/manual-ladylike/)

 




 










Referências:



11 de dezembro de 2012

Eu não faço compras: faço uma estratégia de guerra! [1]

Se até a nossa amiga Lady Gaga 
vai ao mercado,
 como fugir?
Eu sempre odiei supermercado, enrolava para comprar qualquer coisa. Só que, quando a casa é sua, ou você faz compras ou não come. 

Como sou um ser à beira de neuroses, tenho pavor de desperdício. Logo, antes mesmo de casar eu já fuxicava modos de:

- Agilizar as compras
- Gastar menos do meu rico dinheirinho
- Evitar coisas mofando no armário








Eis o que descobri...




Primeiro passo: o que comprar

Compras de mês só de secos e itens de limpeza (isto está prestes a acabar). Legumes, frutas e verduras compramos em hortifrútis e no Naturalmente Orgânicos semanalmente.



Segundo passo: autoconhecimento: 

Nada de ir sem saber o que comprar! Lista para que te quero . Procurei alguns modelos e o que mais se encaixou na minha realidade foi o da Bbel. Nele, você coloca a quantidade de alimentos que têm de estar na sua estante (depois de uns dois meses você pega o jeito), o quanto você tem de comprar no mês e preço. Assim, você pode comparar o quanto gastou nos meses anteriores e tenta não ter sustos orçamentários.
Minha amada lista de compras


A lista auxilia a deixar o ato de comprar mais rápido, além de realmente não deixar comida estragando. Também, já observei que minhas compras são relativamente mais baratas do que de amigos próximos.

Além disso, não fico igual a uma ave perdida gritando pelos corredores “Amor, precisa de açúcar?” ou “Ainda tem desinfetante em casa?”. Ah(!) se as pessoas soubessem como eu ODEIO isso.. 

Encartes e mais encartes
Terceiro passo: conheça o inimigo
Busque ofertas!!! Na semana das compras (geralmente a segunda do mês), saio igual uma louca pegando encartes de todos os supermercados. 


Quarto passo: a primeira batalha

É hora de ir ao mercado. Sempre vou ao mesmo, que cobre as ofertas da concorrência de verdade. Já decorei as prateleiras e já identifico o que preciso na lista. Simples assim...



Simples nada! Porque eu fico lendo rótulos, procuro saber se testa em animais, etc, etc. Os produtos de limpeza, então, me dão arrepios! Mas a minha dependência química para casa limpa está para mudar...


Super Ecobag: uma das melhores coisas 
que já comprei na vida!



Depois, é só enfrentar a fila, guardar as compras nas super sacolas - daquelas que encaixam no carrinho vão direto para a mala do carro, uma das melhores compras que já fiz na vida-, aproveitar o desconto por não usar sacolas plásticas (tem dado em média uns R$ 0,85) e seguir para casa. 







Bem, aí começa outra parte da estratégia de guerra, porém, é papo para outro post.

15 de novembro de 2012

A primeira feirinha de trocas a gente nunca esquece


Domingo de sol. Luluca e marido fazem o quê? Vão à feirinha de trocas do Grajaú!


A feira é uma iniciativa da CasaCultural Anitcha e acontece sempre no segundo sábado do mês, na Praça Edmundo Rego. Eu havia separado poucas coisas para trocar e fui meio na dúvida sobre como me manifestar. Além disso, saímos de casa bem tarde (após meio-dia) e eu estava achando que não aproveitaria nada.

Ledo engano, a experiência foi ótima!

Preciso ser sincera e dizer que a parte da troca estava bem fraquinha, mas talvez tenha sido devido ao horário em que chegamos. Para apresentar as peças, vale a pena levar uma canga ou esteira de palha. Havia umas seis esteiras, a maioria com livros e filmes. Contudo, nada que me interessasse a tirar minhas coisinhas da mochila para fazer uma troca.

O espaço da feira
          Em compensação, as barraquinhas de produtos reciclados ou orgânicos estavam maravilhosas. Foi uma oportunidade única para o marido aprender como reutilizado/reciclado não é sinônimo de coisa feia. Ele ficou tão surpreendido que até comprou presentes de aniversário para mim. E visitou todas as barraquinhas comigo.

           
Vou tentar fazer um resumo do nosso passeio:

Barraquinha 1: Doação de Livros
Uma barraca para você escolher entre muiiiitos livros. Não é troca, é oferta mesmo! O marido pegou O xangô de Baker Street e eu a última parte de O Imperador (ainda estou na primeira publicação, Portões de Roma, e aqui em casa faltava justamente o último livro).

Barraquinha 2: Rio Eco Consciente
Minha mãe sempre falou super bem dessa loja, que fica numa galeria na Praça Saens Pena. A barraquinha tinha muitas opções de artesanato, bolsas e umas saias lindas de algodão de PET. Mas como a loja oferece vestiário e a barraquinha não, decidir passar lá depois.

Barraquinha 3: Jacqueline
Barraca de artesã que vende roupas e algumas outras pecinhas. O que mais nos chamou a atenção foi a Super Bolinha (bola com biotecnologia que promete lavar a roupa no lugar do sabão em pó). Eu quis MUITO comprar a Bolinha, mas Sr. Meu Marido fez uma cara tão-feia-mas-tão-feia que desisiti. Estou aguardando alguém dizer assim “Usa, Luluca, que vale a pena!”, alguém?

Barraquinha 4: MB Bromélias
Para quem gosta de bromélias e suculentas, lá é o lugar!!! Dezenas de arranjos lindos para diferentes lugares da casa (com sombra ou sem), feitos dentro de blocos de concreto celular. Comprei um pequenino e mais barato (menos de 30 contos) e coloquei em cima de meu nicho da sala, local onde incrível Marilyn não pode lutar com as plantinhas. Lindo. Lindo. Lindo!!!!


Barraquinha 5: Reservambiental
Só coisas lindas! Quer uma blusa de PET reciclada bacana? Tem lá! Ah, prefere fazer a pheena e quer uma bolsa com cara de rycah? Lá também tem! Meus presentes foram de lá: uma mochilinha esperta para shows e caminhadas e uma carteira mais fina do que a minha de todo-santo-dia. Amei!






Barraquinha 6: Anitcha
Artesanatinhos de materiais reutilizados fofíssimos. Tinha até um porquinho que me inspirou a fazer o presente de Natal de Fê. Lá comprei um presente para a Senhora Minha Mãe, mas é segredo.


Barraquinha 7: Naturalmente orgânicos
Barraca da lojinha já famosa da Tijuca, que graças a esta visita, descobri que faz entregas da feirinha para a região (Vila Isabel e Grajaú). Lá comprei: alface mimosa (R$ 2), pacotinho de cenouras (R$ 3) e berinjela (R$ 0,50). Como eu ia ao cinema à noite, decidi comprar também um pacote daquelas pipocas de canjica com sal marinho: muito melhor que a pipoca cheia de óleo, sal e manteiga das lachonetes do cine, não?
Para fazer encomendas da feirinha, acesse sempre o site e baixe a lista do que vai escolher. Depois é fazer o pedido. Ainda não fiz, então, não sei se é realmente assim tão simples!

Barraquinha 8: PermaRio
Barraca sobre permacultural, que traz mostruários de várias ações conscientes interessantes. Lá, o marido pôde ver ao vivo, pela primeira vez, uma minhocasa e... ADOROU! Até agora não acredito que ele  decidiu aceitar termos uma em casa. Na barraca também apresentei uma fralda ecológica para ele já ir se acostumando com o mecanismo quando a hora chegar...

Barraquinha 9: Aldeia Maracanã
Artesanato dos índios que moram na Aldeia Maracanã quem estava lá era própria matriarca da Aldeia, muiiiiito gente boa! Comprei um colar de pau-brasil para dar de presente à Bia, que trabalha conosco.



Havia outras barracas, mas o calor nos fez desistir de vê-las.

As compras reunidas, incluindo o presente da mamãe

Durante a nossa andança, às vezes parávamos para ouvir o Sarau e os debates. Nesse dia, houve discussões muito interessantes sobre a luta da Aldeia Maracanã (para quem não sabe sobre a possibilidade de despejo, acesse aqui) e consumismo infantil. Nessa segunda parte, ouvi muitas decisões de pais que são bem parecidas com o que penso atualmente. Foi bom ver que, por mais estranho que sejamos, não estamos sozinhos no mundo! Citaram muito a Infância Livre de Consumismo, que já sigo no Face há tempos

Gostou? A próxima edição será no dia 09/12. Uma dica: se estiver sol, leve água!


8 de fevereiro de 2012

Beleza pura

Semana passada, lendo Gaiatos e Gaianos, senti-me muito culpada: enquanto a Giuliana falava do lado feio dos cosméticos, observava o quanto eu ainda estou apegada a eles. Fui dormir sofrendo... Isso porque cosméticos, para mim, se resumem a shampoos, sabonetes, cremes e “remédios dermatológicos” indicados pela minha dermato e alguma maquiagem.

Não posso dizer que não uso maquiagem. Gosto muito! Mas, desde que defini o meu estilo meio-vintage-meio-cool, sei bem do que vou precisar. Por isso, não faço a mínima ideia de qual é o mais recente batom da M.A.C e qual é a tendência de sombra para a próxima estação. Além disso, tento comprar em empresas que (aqui abro muitas aspas) “tentam atuar conscientemente”.

Ainda não tenho dinheiro para comprar produtos feitos de maneira orgânica – como a linha Sejaa, da Gisele – então, tento recolher algumas informações aqui e ali... Sempre privilegiando a indústria nacional.

Mesmo assim, o post de Giuliana me deixou triste.

Demorei a dormir, pensando no que eu poderia fazer. Embora eu considere mais do que correta a posição da blogueira, essa é uma opção que ainda não poderei vivenciar. Não moro (infelizmente) numa ecovila e nem tenho um trabalho que, muitas vezes, possa ser feito de casa. Meu cargo requer que eu esteja, muitas vezes, arrumadíssima. Isso inclui, óbvio, maquiagem, unhas feitas, etc, etc...

Além disso, sou um ser sociável, logo, sofro pressões sociais. Por isso, quero estar bem. Mas o estar bem não é seguir todas as trends que dizem por aí. Não é comprar milhões de produtos e nunca usar. Outro dia, numa loja de cosméticos, desisti de comprar um primer por ser quase R$ 100. Ou seja, seriam 100 contos por algo (quase) desnecessário.

Meu marido estava comigo e ainda fiz uma piadinha: “ah, eu sou a esposa que ele pediu a Deus, pois tento não gastar com supérfulo”. Eis o que tive de ouvir como resposta: “depende, se você for tão pão dura a ponto de não ter vaidade, você vai ficar feia... E isso nenhum homem gosta”.

‘Peraí! Quer dizer que beleza e vaidade têm a ver com um primer? Uma simples pasta para fechar os seus poros? 

Foi aí que percebi que posso não ter chegado ao status da Giuliana (que é um grande exemplo para mim), mas também não estou no fundo da sociedade. Desde que casei, as pessoas me elogiam, dizem que estou mais bonita. E sabe o que é isso? É a beleza pelo estado de espírito.

Agora, reforço, continuo tendo minhas vaidades. Contudo tento ser comedida. Divido algumas das considerações que tive depois de muito pensar na mocinha da loja e no post da Giu (já estou íntima):

·         Manter um estilo é fundamental, assim não viro joguete do mundo da moda e consumo só o essencial. Continuarei com meu bocão vermelho à noite e o cor de boca de dia, por exemplo;

·         Saber usar os produtos também é um diferencial.

·         Meu cabelos brancos estão cada vez mais frequentes e assim continuarão. Penso seriamente em não tingi-los mais.

·         Unhas eu faço quase sempre em casa, utilizando esmaltes da esmaltoteca das meninas do trabalho.

·         Alimentação o mais saudável possível, com pelo menos três porções de fruta e com sopinha de legumes no jantar.
Creme Caseiro para Estrias
·         Academia. Pelo menos quatro vezes na semana.

·         Opções caseiras de cremes e cosméticos (como o restinho do mamão como hidradante facil, máscara de mel, esfoliante de fubá, etc.)

Por enquanto, é o que verifiquei que poderia fazer de imediato. Há muito a ser seguido, eu sei. Mas vamos lá, um passo de cada vez.


9 de setembro de 2010

It's a mad men world

Para quem ainda não sabe, sou mestre em Comunicação.

Para quem quer perguntar: sim, tenho vontade de fazer um Doutorado... Mas não agora. Sempre quis unir os dois lados – academia e mercado – para me tornar uma profissional melhor. E não posso mentir: não estou podendo viver só de bolsa, nesta fase da vida.
Mesmo assim, eu já tenho um tema. Qual? Adivinhem...

PIN UP’S!

Na verdade, não trabalharei as clássicas pinturas de mulheres sensuais da década de 50. Estudarei a tribo rockabilly (mais Mafessoli em minha vida), que se veste, decora, dança e vive como há 50 anos.

Aos pouquinhos, eles estão ocupando mais e mais espaço. Várias publicidades já se utilizam das pin up’s. “Ah, mas mulheres bonitas semi-nuas nunca saem de moda” alguns de vocês podem pensar.

Mas até mesmo os homens estão entrando nesta onda. Basta conferir as fotos enviadas para a promoção da série Mad Men (fenômeno nos EUA, que aborda o mundo da publicidade na década de 50). Quem quiser fazer parte do elenco da próxima temporada da série basta mandar um foto caracterizado como um possível personagem. A fotografia mais votada pelo público do site do programa será vencedora. E sim, há muitos e muitos homens.

Quem está vencendo, até o momento, é a brasileira áí de cima, Carolina Monte Rosa(que está deslumbrante):


Vocês também podem ver as outras fotos mais votadas aqui.


Que dificuldade este post!

4 de março de 2010

Água na boca


Mais um item para a sessão sonho de consumo sustentável: uma garrafinha de água com filtro!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem me conhece sabe que não saio de casa sem levar a minha velha garrafinha. Mas admito que ela é feia e não confio muito na qualidade da água dos bebedouros que encontro por aí (no trabalho, na academia). Com a water bubble, ficaria mais tranqüila: cloro e resíduos orgânicos ficam no filtro (que só precisa ser trocado a cada três meses).

Sim, a garrafa é feita de plástico. Porém, todo o material é reciclado, ok?

Mais uma prova para mostrar que ser consciente não é ser chato ou brega. Fica a dica!

Fonte:
Embalagem Sustentável

1 de março de 2010

Pronto, falei!


Admito, sou um ser estranho no meio de tantas novidades digitais. Agora, tenho caído de amores pelas utilizações da web 2.0 (junto com a sustentabilidade, este tem sido o assunto que mais tenho gostado de estudar, inclusive, para mim, os dois “mundos” se completam, mas isso é discussão para outro post), contudo continuo não sendo muito fã das partes “táteis” da tecnologia.

Tento ficar por dentro dos lançamentos, das diferenças entre produtos. Mas, se os mesmos não apresentarem um chamado verde realmente interessante, a minha empolgação é rápida e rasteira.

Agora, falarei algo que certamente será considerado um desaforo: eu não amo de paixão a Apple. PRONTOFALEI!

Óbvio, acho tudo lindo e sei das maravilhas das suas mil funcionalidades. Mas não morro de vontade de ter nenhum dos seus milhares de “I’s”. Até tenho um Ipod (daquele pequenininho), que o meu namorado - amante incondicional da Apple - me deu.

Outro dia, já havia ficado triste ao ler que a empresa não possui um plano claro de logística reversa* (o que, na minha humilde opinião, todas organizações deveriam ter, principalmente as que lidam com um dos piores lixos industriais, o eletrônico). Agora, vem outra bomba: a Apple confirmou o uso de trabalho infantil!!!
Leia mais aqui.

Claro que já é uma boa notícia a empresa, pelo menos, assumir a mea culpa. O início do plano de crises parece estar sendo cumprido direito (um contrato com fornecedor já foi rompido). Vamos ver se as mudanças serão aplicadas e acompanhadas para que isso não se repita.

Esta é uma falta grave, mas que pode se consertada. É só lembrar do caso Nike. Todavia, é de difícil acompanhamento. A Apple deverá manter uma fiscalização mais frequente nas fábricas e não só esperar por auditorias anuais. A responsabilidade do desenvolvimento saudável de seus negócios e de um relacionamento de confiança entre a Apple e seus consumidores e prospects mais chatos (tipo euzinha) depende da própria empresa e não de seus terceirizados. Afinal, é o olho do dono que engorda o gado, não é o que dizem?

11 de março de 2008

Aqui estou, mais uma vez...

Tentando escrever um diário virtual. Bem, pelo menos, desta vez, a culpa não é minha. Claro que não! A culpa é dos meus amigos (alguns dos melhores, por sinal) que decidiram morar fora de solos brasileiros.

Eu gostaria muito de (re)começar a escrever cheia de novidades. Não tenho tantas. Mas já estou feliz por conseguir me estruturar. Horários de estudo, de terapia, de malhação, de ensaios... Tudo organizado! Estou com tempo para tudo. Bem, não vou falar mais não... Vai ver que o tempo percebe que está meio expremidinho e tenta fugir.

Vou fingir que não escrevi nada e cantarolar mais uma vez “bluuuuuuuuuuuue savannah song” (Erasure). Assim consigo assustar até o tempo!

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SEÇÃO: COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM LULUCA.

A moça e o rapaz não se esbarravam há bastante tempo. Mais de um mês, para ser (quase) exato. Nem telefone, nem e-mail, nem carta... Nem sinal de fumaça. Eis que a moça, que detesta o bairro de Copacabana, passa apressada por uma de suas principais ruas.

Com o tempo, ela percebe que está sendo seguida. Assustada, decide apertar o passo. O indivíduo não só acelera como anda ao seu lado. Sem coragem de tirar os olhos do chão —“Será que é um ladrão? Ou um louco? Sim, porque loucos me perseguem...”, pensava ela — a moça tentou andar ainda mais rápido, até que...

Do nada, o rapaz pára na sua frente. Braços abertos:

— Quer me matar do coração? — Diz ela.
— Ei! O que a senhorita faz por aqui, hein?
— Tô saindo da terapia. E o senhor?
— Tô indo para a minha terapia!
— Ah, fala sério! Não acredito!
— Pois é! E pra onde você está indo?
— Para a casa de uma amiga...
— Tá com horário marcado?
— Eu não? Mas você está, né? Tchau!
— Não, não! Eu ainda tenho tempo de tomar um suco...

E depois ainda dizem que a moça é maluca.

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Na vitrola:
Blue Savannah Song