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11 de dezembro de 2012

Eu não faço compras: faço uma estratégia de guerra! [1]

Se até a nossa amiga Lady Gaga 
vai ao mercado,
 como fugir?
Eu sempre odiei supermercado, enrolava para comprar qualquer coisa. Só que, quando a casa é sua, ou você faz compras ou não come. 

Como sou um ser à beira de neuroses, tenho pavor de desperdício. Logo, antes mesmo de casar eu já fuxicava modos de:

- Agilizar as compras
- Gastar menos do meu rico dinheirinho
- Evitar coisas mofando no armário








Eis o que descobri...




Primeiro passo: o que comprar

Compras de mês só de secos e itens de limpeza (isto está prestes a acabar). Legumes, frutas e verduras compramos em hortifrútis e no Naturalmente Orgânicos semanalmente.



Segundo passo: autoconhecimento: 

Nada de ir sem saber o que comprar! Lista para que te quero . Procurei alguns modelos e o que mais se encaixou na minha realidade foi o da Bbel. Nele, você coloca a quantidade de alimentos que têm de estar na sua estante (depois de uns dois meses você pega o jeito), o quanto você tem de comprar no mês e preço. Assim, você pode comparar o quanto gastou nos meses anteriores e tenta não ter sustos orçamentários.
Minha amada lista de compras


A lista auxilia a deixar o ato de comprar mais rápido, além de realmente não deixar comida estragando. Também, já observei que minhas compras são relativamente mais baratas do que de amigos próximos.

Além disso, não fico igual a uma ave perdida gritando pelos corredores “Amor, precisa de açúcar?” ou “Ainda tem desinfetante em casa?”. Ah(!) se as pessoas soubessem como eu ODEIO isso.. 

Encartes e mais encartes
Terceiro passo: conheça o inimigo
Busque ofertas!!! Na semana das compras (geralmente a segunda do mês), saio igual uma louca pegando encartes de todos os supermercados. 


Quarto passo: a primeira batalha

É hora de ir ao mercado. Sempre vou ao mesmo, que cobre as ofertas da concorrência de verdade. Já decorei as prateleiras e já identifico o que preciso na lista. Simples assim...



Simples nada! Porque eu fico lendo rótulos, procuro saber se testa em animais, etc, etc. Os produtos de limpeza, então, me dão arrepios! Mas a minha dependência química para casa limpa está para mudar...


Super Ecobag: uma das melhores coisas 
que já comprei na vida!



Depois, é só enfrentar a fila, guardar as compras nas super sacolas - daquelas que encaixam no carrinho vão direto para a mala do carro, uma das melhores compras que já fiz na vida-, aproveitar o desconto por não usar sacolas plásticas (tem dado em média uns R$ 0,85) e seguir para casa. 







Bem, aí começa outra parte da estratégia de guerra, porém, é papo para outro post.

15 de novembro de 2012

A primeira feirinha de trocas a gente nunca esquece


Domingo de sol. Luluca e marido fazem o quê? Vão à feirinha de trocas do Grajaú!


A feira é uma iniciativa da CasaCultural Anitcha e acontece sempre no segundo sábado do mês, na Praça Edmundo Rego. Eu havia separado poucas coisas para trocar e fui meio na dúvida sobre como me manifestar. Além disso, saímos de casa bem tarde (após meio-dia) e eu estava achando que não aproveitaria nada.

Ledo engano, a experiência foi ótima!

Preciso ser sincera e dizer que a parte da troca estava bem fraquinha, mas talvez tenha sido devido ao horário em que chegamos. Para apresentar as peças, vale a pena levar uma canga ou esteira de palha. Havia umas seis esteiras, a maioria com livros e filmes. Contudo, nada que me interessasse a tirar minhas coisinhas da mochila para fazer uma troca.

O espaço da feira
          Em compensação, as barraquinhas de produtos reciclados ou orgânicos estavam maravilhosas. Foi uma oportunidade única para o marido aprender como reutilizado/reciclado não é sinônimo de coisa feia. Ele ficou tão surpreendido que até comprou presentes de aniversário para mim. E visitou todas as barraquinhas comigo.

           
Vou tentar fazer um resumo do nosso passeio:

Barraquinha 1: Doação de Livros
Uma barraca para você escolher entre muiiiitos livros. Não é troca, é oferta mesmo! O marido pegou O xangô de Baker Street e eu a última parte de O Imperador (ainda estou na primeira publicação, Portões de Roma, e aqui em casa faltava justamente o último livro).

Barraquinha 2: Rio Eco Consciente
Minha mãe sempre falou super bem dessa loja, que fica numa galeria na Praça Saens Pena. A barraquinha tinha muitas opções de artesanato, bolsas e umas saias lindas de algodão de PET. Mas como a loja oferece vestiário e a barraquinha não, decidir passar lá depois.

Barraquinha 3: Jacqueline
Barraca de artesã que vende roupas e algumas outras pecinhas. O que mais nos chamou a atenção foi a Super Bolinha (bola com biotecnologia que promete lavar a roupa no lugar do sabão em pó). Eu quis MUITO comprar a Bolinha, mas Sr. Meu Marido fez uma cara tão-feia-mas-tão-feia que desisiti. Estou aguardando alguém dizer assim “Usa, Luluca, que vale a pena!”, alguém?

Barraquinha 4: MB Bromélias
Para quem gosta de bromélias e suculentas, lá é o lugar!!! Dezenas de arranjos lindos para diferentes lugares da casa (com sombra ou sem), feitos dentro de blocos de concreto celular. Comprei um pequenino e mais barato (menos de 30 contos) e coloquei em cima de meu nicho da sala, local onde incrível Marilyn não pode lutar com as plantinhas. Lindo. Lindo. Lindo!!!!


Barraquinha 5: Reservambiental
Só coisas lindas! Quer uma blusa de PET reciclada bacana? Tem lá! Ah, prefere fazer a pheena e quer uma bolsa com cara de rycah? Lá também tem! Meus presentes foram de lá: uma mochilinha esperta para shows e caminhadas e uma carteira mais fina do que a minha de todo-santo-dia. Amei!






Barraquinha 6: Anitcha
Artesanatinhos de materiais reutilizados fofíssimos. Tinha até um porquinho que me inspirou a fazer o presente de Natal de Fê. Lá comprei um presente para a Senhora Minha Mãe, mas é segredo.


Barraquinha 7: Naturalmente orgânicos
Barraca da lojinha já famosa da Tijuca, que graças a esta visita, descobri que faz entregas da feirinha para a região (Vila Isabel e Grajaú). Lá comprei: alface mimosa (R$ 2), pacotinho de cenouras (R$ 3) e berinjela (R$ 0,50). Como eu ia ao cinema à noite, decidi comprar também um pacote daquelas pipocas de canjica com sal marinho: muito melhor que a pipoca cheia de óleo, sal e manteiga das lachonetes do cine, não?
Para fazer encomendas da feirinha, acesse sempre o site e baixe a lista do que vai escolher. Depois é fazer o pedido. Ainda não fiz, então, não sei se é realmente assim tão simples!

Barraquinha 8: PermaRio
Barraca sobre permacultural, que traz mostruários de várias ações conscientes interessantes. Lá, o marido pôde ver ao vivo, pela primeira vez, uma minhocasa e... ADOROU! Até agora não acredito que ele  decidiu aceitar termos uma em casa. Na barraca também apresentei uma fralda ecológica para ele já ir se acostumando com o mecanismo quando a hora chegar...

Barraquinha 9: Aldeia Maracanã
Artesanato dos índios que moram na Aldeia Maracanã quem estava lá era própria matriarca da Aldeia, muiiiiito gente boa! Comprei um colar de pau-brasil para dar de presente à Bia, que trabalha conosco.



Havia outras barracas, mas o calor nos fez desistir de vê-las.

As compras reunidas, incluindo o presente da mamãe

Durante a nossa andança, às vezes parávamos para ouvir o Sarau e os debates. Nesse dia, houve discussões muito interessantes sobre a luta da Aldeia Maracanã (para quem não sabe sobre a possibilidade de despejo, acesse aqui) e consumismo infantil. Nessa segunda parte, ouvi muitas decisões de pais que são bem parecidas com o que penso atualmente. Foi bom ver que, por mais estranho que sejamos, não estamos sozinhos no mundo! Citaram muito a Infância Livre de Consumismo, que já sigo no Face há tempos

Gostou? A próxima edição será no dia 09/12. Uma dica: se estiver sol, leve água!


10 de junho de 2010

Nestes últimos dias, eu [...]


- participei de treinamentos e dinâmicas;
- passei mais de uma semana sem dormir na minha própria cama. Queria eu ser o que vocês pensam, mas fiquei muitas noites em um hospital;
- corri 6 km na serra (quase 3 km de subidas) em menos de 50 minutos;
- cortei franjinha;
- senti-me velha, já que minhas estagiárias NUNCA tinham assistido aos célebres “Justify my love”, “Vogue”, “Like a Prayer”... É por isso que ficaram tão chocadas com “Alejandro” da Lady Gaga;
- vi a organização do espaço do “evento” do ano que vem;
- enchi-me completamente com o assunto Copa do Mundo. Sem saco nenhum para Dunga e cia;
- assisti a váaaaarios episódios de “House”;
- terminei de ler “A mulher desiludida” de Simone de Bevouir. O que achei? Bom, mas não me senti nem um pouco mais feminista. Inclusive, a personagem principal da última parte é chata. C-H-A-T-A com todas as letras e espaços. Entendo bem a traição do marido;
- deixei rancores de lado;
- adquiri um zumbido eterno no ouvido direito;
- amei a banda The Editors. Não conhece? Joga no youtube, pois eu não to aqui para fazer todo o trabalho;
- cantei “I will survive” com a cabeça do lado de fora do carro;
- tive de lidar com crises hipoglicêmicas alheias;
- lambi meu sobrinho;
- visitei a afilhada menina-delícia;
- vi que a Record não teve a mínima vergonha de COPIAR a linda cena de Alex dançando na cadeira e levando um jato d’água. Ai, não sabe do que estou falando? “Flashdance”, filhote!
- NÂO dancei nenhum rockzito;
- saí da dieta algumas vezes...

*=* Nova brincadeira: adivinhe o que estou ouvindo *=*
1) Começa com sintetizadores e teclados
2) É cantada em dupla
3) Fez parte de um filme de fantasia
4) Tem vozes masculina e feminina
5) O refrão leva o título do filme
6) A harmonia praticamente NÃO muda
7) Lembre-se de um cachorro bizarro de orelhas enormes que não é o Xuxo
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V
Is the answer to a NEVER ENDING STORY”. Never ending story, Limahl.


1 de março de 2010

Pronto, falei!


Admito, sou um ser estranho no meio de tantas novidades digitais. Agora, tenho caído de amores pelas utilizações da web 2.0 (junto com a sustentabilidade, este tem sido o assunto que mais tenho gostado de estudar, inclusive, para mim, os dois “mundos” se completam, mas isso é discussão para outro post), contudo continuo não sendo muito fã das partes “táteis” da tecnologia.

Tento ficar por dentro dos lançamentos, das diferenças entre produtos. Mas, se os mesmos não apresentarem um chamado verde realmente interessante, a minha empolgação é rápida e rasteira.

Agora, falarei algo que certamente será considerado um desaforo: eu não amo de paixão a Apple. PRONTOFALEI!

Óbvio, acho tudo lindo e sei das maravilhas das suas mil funcionalidades. Mas não morro de vontade de ter nenhum dos seus milhares de “I’s”. Até tenho um Ipod (daquele pequenininho), que o meu namorado - amante incondicional da Apple - me deu.

Outro dia, já havia ficado triste ao ler que a empresa não possui um plano claro de logística reversa* (o que, na minha humilde opinião, todas organizações deveriam ter, principalmente as que lidam com um dos piores lixos industriais, o eletrônico). Agora, vem outra bomba: a Apple confirmou o uso de trabalho infantil!!!
Leia mais aqui.

Claro que já é uma boa notícia a empresa, pelo menos, assumir a mea culpa. O início do plano de crises parece estar sendo cumprido direito (um contrato com fornecedor já foi rompido). Vamos ver se as mudanças serão aplicadas e acompanhadas para que isso não se repita.

Esta é uma falta grave, mas que pode se consertada. É só lembrar do caso Nike. Todavia, é de difícil acompanhamento. A Apple deverá manter uma fiscalização mais frequente nas fábricas e não só esperar por auditorias anuais. A responsabilidade do desenvolvimento saudável de seus negócios e de um relacionamento de confiança entre a Apple e seus consumidores e prospects mais chatos (tipo euzinha) depende da própria empresa e não de seus terceirizados. Afinal, é o olho do dono que engorda o gado, não é o que dizem?

4 de dezembro de 2009

Sonhar junto

Sim, eu prometi que escreveria sobre as formas de promover filmes. Mas algumas coincidências (será?) me fizeram pensar sobre um tema que se torna cada dia mais presente em minha caixola: o desenvolvimento sustentável.

Vamos aos acontecimentos:

1) Durante o restinho de tarde livre que tive hoje (quase um milagre nesta semana), assisti ao programa Eco-Renovação, da Discovery Home & Health. Ele aborda maneiras “verdes” de se construir ou reformar uma casa;


2) Recebi o vídeo E se encolhessem a sua casa, que fala da redução das calotas polares, devido ao aquecimento global, o que vem exterminando o habitat dos ursos polares;

3) A chamada do Fantástico que apresenta, justamente, como os icebergs estão cada vez menores (e mais rápido);

4) O final do programa de Raul Seixas que mostrou ele cantando a belíssima frase “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade” e profetizando a revolta da natureza com as agressões humanas.

Considero impressionante como não nos comprometemos com a causa ambiental. As provas estão aí. As conseqüências também. Todo mundo teme um “2012”, mas (quase) ninguém faz algo pra mudar.

Eu não sou exemplo... Ainda. A cada dia, tento melhorar um pouco. Mas, hoje, no Eco-Renovação, vi que não faço quase nada. Há pessoas que saem de casas de 300m² para ambientes de 80m² construídos somente com elementos ecologicamente corretos e sustentáveis.

Eu me senti um lixo. Pelo menos, sei que sou um lixo reciclável.

Agora, será que ninguém mais se sente assim? Todo mundo acha normal considerar o encontro climático na Dinamarca obsoleto mesmo antes de começar?

Ser sustentável é mais do que usar papel reciclado ou diminuir a conta de luz. E nós, comunicadores, temos de saber disso para orientar e auxiliar as empresas que desejam pensar no lucro do planeta (e não só do próprio bolso).

Ser sustentável inclui, entre outras coisas, acompanhar insistentemente o processo de produção evitando ao máximo desperdícios, procurar novos materiais, dispensar fornecedores e educar. Sim, educar. Educar funcionários, clientes, acionistas...

Educação... Os meios de comunicação poderiam ser uma boa fonte, contudo, muitas vezes atrapalham. Eles misturam informações, valorizam um estilo de vida cheio de ostentações e extravagâncias desnecessárias e, quando abordam temas como o aquecimento global, geralmente dão a impressão de que o problema é só das indústrias e empresas. Não ensinam como cada um pode (“sim, nós podemos”), fazer a sua parte para melhorar o planeta (desde a escolha do que compra até como descarta/recicla seu lixo).

Afinal, “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade”.

Então, vamos sonhar juntos?

28 de setembro de 2009

Parem de falar mal da rotina

Eu sei que este é um plágio do nome da peça de sucesso da Elisa Lucinda.

Mas eu gostaria de dizer como estou feliz em ter uma rotina. Rotina traz conhecimento, traz saúde, traz paz...

Claro, a rotina pode cansar e é por esta razão que volto a escrever aqui. Não tenho vontade de fazer uma auto-biografia, mas sim escrever livremente, como há tempos não faço. Resenhas, devaneios, opiniões e crônicas.

Agora, vou lá preparar um jantar. É o início de uma rotina que espero que seja bem duradoura.

11 de março de 2008

Aqui estou, mais uma vez...

Tentando escrever um diário virtual. Bem, pelo menos, desta vez, a culpa não é minha. Claro que não! A culpa é dos meus amigos (alguns dos melhores, por sinal) que decidiram morar fora de solos brasileiros.

Eu gostaria muito de (re)começar a escrever cheia de novidades. Não tenho tantas. Mas já estou feliz por conseguir me estruturar. Horários de estudo, de terapia, de malhação, de ensaios... Tudo organizado! Estou com tempo para tudo. Bem, não vou falar mais não... Vai ver que o tempo percebe que está meio expremidinho e tenta fugir.

Vou fingir que não escrevi nada e cantarolar mais uma vez “bluuuuuuuuuuuue savannah song” (Erasure). Assim consigo assustar até o tempo!

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SEÇÃO: COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM LULUCA.

A moça e o rapaz não se esbarravam há bastante tempo. Mais de um mês, para ser (quase) exato. Nem telefone, nem e-mail, nem carta... Nem sinal de fumaça. Eis que a moça, que detesta o bairro de Copacabana, passa apressada por uma de suas principais ruas.

Com o tempo, ela percebe que está sendo seguida. Assustada, decide apertar o passo. O indivíduo não só acelera como anda ao seu lado. Sem coragem de tirar os olhos do chão —“Será que é um ladrão? Ou um louco? Sim, porque loucos me perseguem...”, pensava ela — a moça tentou andar ainda mais rápido, até que...

Do nada, o rapaz pára na sua frente. Braços abertos:

— Quer me matar do coração? — Diz ela.
— Ei! O que a senhorita faz por aqui, hein?
— Tô saindo da terapia. E o senhor?
— Tô indo para a minha terapia!
— Ah, fala sério! Não acredito!
— Pois é! E pra onde você está indo?
— Para a casa de uma amiga...
— Tá com horário marcado?
— Eu não? Mas você está, né? Tchau!
— Não, não! Eu ainda tenho tempo de tomar um suco...

E depois ainda dizem que a moça é maluca.

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Na vitrola:
Blue Savannah Song