Semana passada, lendo Gaiatos e Gaianos, senti-me muito culpada: enquanto a Giuliana falava do lado feio dos cosméticos, observava o quanto eu ainda estou apegada a eles. Fui dormir sofrendo... Isso porque cosméticos, para mim, se resumem a shampoos, sabonetes, cremes e “remédios dermatológicos” indicados pela minha dermato e alguma maquiagem.
Ainda não tenho dinheiro para comprar produtos feitos de maneira orgânica – como a linha Sejaa, da Gisele – então, tento recolher algumas informações aqui e ali... Sempre privilegiando a indústria nacional.
Mesmo assim, o post de Giuliana me deixou triste.
Demorei a dormir, pensando no que eu poderia fazer. Embora eu considere mais do que correta a posição da blogueira, essa é uma opção que ainda não poderei vivenciar. Não moro (infelizmente) numa ecovila e nem tenho um trabalho que, muitas vezes, possa ser feito de casa. Meu cargo requer que eu esteja, muitas vezes, arrumadíssima. Isso inclui, óbvio, maquiagem, unhas feitas, etc, etc...
Além disso, sou um ser sociável, logo, sofro pressões sociais. Por isso, quero estar bem. Mas o estar bem não é seguir todas as trends que dizem por aí. Não é comprar milhões de produtos e nunca usar. Outro dia, numa loja de cosméticos, desisti de comprar um primer por ser quase R$ 100. Ou seja, seriam 100 contos por algo (quase) desnecessário.
Meu marido estava comigo e ainda fiz uma piadinha: “ah, eu sou a esposa que ele pediu a Deus, pois tento não gastar com supérfulo”. Eis o que tive de ouvir como resposta: “depende, se você for tão pão dura a ponto de não ter vaidade, você vai ficar feia... E isso nenhum homem gosta”.
‘Peraí! Quer dizer que beleza e vaidade têm a ver com um primer? Uma simples pasta para fechar os seus poros?
Foi aí que percebi que posso não ter chegado ao status da Giuliana (que é um grande exemplo para mim), mas também não estou no fundo da sociedade. Desde que casei, as pessoas me elogiam, dizem que estou mais bonita. E sabe o que é isso? É a beleza pelo estado de espírito.
Agora, reforço, continuo tendo minhas vaidades. Contudo tento ser comedida. Divido algumas das considerações que tive depois de muito pensar na mocinha da loja e no post da Giu (já estou íntima):
· Manter um estilo é fundamental, assim não viro joguete do mundo da moda e consumo só o essencial. Continuarei com meu bocão vermelho à noite e o cor de boca de dia, por exemplo;
· Saber usar os produtos também é um diferencial.
· Meu cabelos brancos estão cada vez mais frequentes e assim continuarão. Penso seriamente em não tingi-los mais.
· Unhas eu faço quase sempre em casa, utilizando esmaltes da esmaltoteca das meninas do trabalho.
· Alimentação o mais saudável possível, com pelo menos três porções de fruta e com sopinha de legumes no jantar.
· Academia. Pelo menos quatro vezes na semana.
· Opções caseiras de cremes e cosméticos (como o restinho do mamão como hidradante facil, máscara de mel, esfoliante de fubá, etc.)
Por enquanto, é o que verifiquei que poderia fazer de imediato. Há muito a ser seguido, eu sei. Mas vamos lá, um passo de cada vez.
Um comentário:
Bom dia Luluca, tudo bem?
Conheci seu blog através do Lares Ecológicos.
Sobre este post, eu também venho paulatinamente revendo meu modo vida, em todos os sentidos, com relação aos cosméticos também. Depois de ler que a pele também "come, se alimenta" do que passamos sobre ela, pesquisei alternativas e as encontradas foram substituir os cremes por óleos vegetais prensados a frio. Cromprei óleo de coco e há um mês venho passando ele no corpo TODO logo após o banho e o resultado tem sido maravilhoso, para vc ter idéia, consegui convencer meu marido a passar também. O óleo é caro, mas rende que é uma beleza, então vale o custo benefício.
Desculpe o comentário grande, mas é que você não está sozinha nesta jornada e queria que vc soubesse.
Ainda tenho cremes e maquiagens. Os cremes aos poucos serão substituidos pelas alternativas naturais (óleos) diante desta experiência que para mim tem sido encantadora, rssss.
Abraços de Sampa,
Henriqueta
Postar um comentário