21 de julho de 2010

Tudo tem mil utilidades

Você acorda de manhã, se espreguiça e pensa logo no quê?
No seu CAFÉ! Hum... Aquele cheiro de café fresquinho pairando no ar. A caneca bem cheia em suas mãos... E aquele coador que será jogado no lixo!

Ooooops. Eu disse lixo? De jeito algum! O filtro de café usado pode se tornar o insumo para trabalhos lindos de découpage (técnica de revitalizar superfícies com colagens).

Eu penso em ter vários objetos feitos de técnica de reutilização na minha própria casinha. E o re-uso de filtros de café eu acho o máximo! Euzinha pretendo virar bam-bam no assunto.

Bem, até setembro do ano que vem eu tenho de fazer alguns (vide muitos) porta-retratos. Será que consigo?
Eloir & Tania artesanato


Para quem quiser saber mais sobre a técnica do café, basta clicar aqui!

*=* O que a Luluca está ouvindo *=*
Nada! Está vendo Glee Especial Madonna

10 de junho de 2010

Nestes últimos dias, eu [...]


- participei de treinamentos e dinâmicas;
- passei mais de uma semana sem dormir na minha própria cama. Queria eu ser o que vocês pensam, mas fiquei muitas noites em um hospital;
- corri 6 km na serra (quase 3 km de subidas) em menos de 50 minutos;
- cortei franjinha;
- senti-me velha, já que minhas estagiárias NUNCA tinham assistido aos célebres “Justify my love”, “Vogue”, “Like a Prayer”... É por isso que ficaram tão chocadas com “Alejandro” da Lady Gaga;
- vi a organização do espaço do “evento” do ano que vem;
- enchi-me completamente com o assunto Copa do Mundo. Sem saco nenhum para Dunga e cia;
- assisti a váaaaarios episódios de “House”;
- terminei de ler “A mulher desiludida” de Simone de Bevouir. O que achei? Bom, mas não me senti nem um pouco mais feminista. Inclusive, a personagem principal da última parte é chata. C-H-A-T-A com todas as letras e espaços. Entendo bem a traição do marido;
- deixei rancores de lado;
- adquiri um zumbido eterno no ouvido direito;
- amei a banda The Editors. Não conhece? Joga no youtube, pois eu não to aqui para fazer todo o trabalho;
- cantei “I will survive” com a cabeça do lado de fora do carro;
- tive de lidar com crises hipoglicêmicas alheias;
- lambi meu sobrinho;
- visitei a afilhada menina-delícia;
- vi que a Record não teve a mínima vergonha de COPIAR a linda cena de Alex dançando na cadeira e levando um jato d’água. Ai, não sabe do que estou falando? “Flashdance”, filhote!
- NÂO dancei nenhum rockzito;
- saí da dieta algumas vezes...

*=* Nova brincadeira: adivinhe o que estou ouvindo *=*
1) Começa com sintetizadores e teclados
2) É cantada em dupla
3) Fez parte de um filme de fantasia
4) Tem vozes masculina e feminina
5) O refrão leva o título do filme
6) A harmonia praticamente NÃO muda
7) Lembre-se de um cachorro bizarro de orelhas enormes que não é o Xuxo
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
V
Is the answer to a NEVER ENDING STORY”. Never ending story, Limahl.


15 de abril de 2010

Dica

Estou sem tempo de escrever, mas tenho lido bastante.

Quer pôr a mão na massa para ser sustentável? Clique em: http://ateliedolixo.blogspot.com/

11 de março de 2010

Dia de observações

Ontem, o simples ir e vir para a academia me rendeu algumas cenas interessantes.

Na ida, no começo da noite, as crianças saiam da escola. Uma delas, um menino loiro de cabelos cacheados, caminhava com seu pai. Nas mãos, um saco de batatas fritas; no rosto, um sorriso ao contar ao pai suas aventuras. Em determinado ponto da volta pra casa, menino loiro se depara com outra criança, provavelmente da mesma idade, também acompanhada de seu pai.

Nas mãos, um pedaço de papelão. No rosto, um olhar triste de quem precisa vasculhar o lixo para sobreviver.

O menino loiro pára por alguns segundos. Seu ar de sorriso se transforma em dúvida. Posso senti-lo a se perguntar “por que ele tem de mexer no lixo, papai?”. Mas o pai está muito ocupado em andar em frente para perceber a questão nos olhos de seu próprio filho. O menino continua a parar diversas vezes a fim de ver o colega no lixo. Chega a olhar para o pacote de batata frita, pronto a entregá-lo ao próximo. Mais uma vez, olha para o pai, pedindo uma aprovação. O pai continua a andar em frente. Por um momento, quero deixar de lado o papel de observadora, e dizer ao menino loiro “vai lá, pode dar a batata para ele”. Mas não me atrevi. Não cabe a mim a educação dos filhos dos outros. Mas torci (e ainda torço) para que aquele momento nunca escape da memória do menino loiro e para que o seu ímpeto de ajuda ao próximo não se perca ao longo do seu processo de crescimento.

Na volta, parei num supermercado para comprar um cartão de ônibus. Na minha frente, na fila do caixa, dois norte-americanos pagavam suas mercadorias. Todas (exceto o leite) orgânicas. O café, o molho de tomate, o suco de uva... Comecei a observá-los, admirada. 


E não é que suas roupas também eram feitas de tecido orgânico?! Fiquei feliz de constatar que ser mais ético nas escolhas pode ser mais fácil do que imaginamos. Ainda na minha felicidade, escuto a reclamação da caixa: os “gringos” haviam esquecido suas compras. Desta vez, agi. Mesmo sob protestos da caixa, fui atrás deles. Em troca, ganhei um sorriso enorme e um gentil “ouuuuuuubrriiigadu” e a certeza de que este é um dia para se lembrar.

8 de março de 2010

Preconceitos: menos um

Neste fim de semana, acabei com um preconceito. Levei meses, às vezes pensei em desistir no meio do caminho, mas consegui...

Li os sete exemplares da coleção do Harry Potter!

Quando o livro sobre o bruxinho mais famoso do mundo foi lançado, eu tentei lê-lo. Contudo, eu era uma jovem rebelde pseudo-hippie que se achava “inteligente demais” para ler aquilo. Tentei umas duas vezes, sem passar da terceira página, pois considerava a leitura maçante (sem fluxo). Depois disso, desisti de vez: pensei que não fosse me acrescentar nada.

Mesmo assim, acompanhei alguns filmes. Gosto de filmes fantasiosos e a série Harry Potter, por algum motivo me fazia lembrar de “A história sem fim”. O que, lógico, atraiu minha afeição.


No ano passado, a curiosidade começou a pintar quando Zé - meu grande amigo do mestrado (e uma das pessoas mais cultas e inteligentes que conheço) - foi mordido pela vontade de descobrir o que o bruxinho tinha e comprou, de uma vez, toda a coleção. “Luiza, não é tão ruim. É fácil, mas deixa de ser bobo no final”, disse ele.

Depois, o namorado (sempre ele me fazendo quebrar paradigmas) me levou para assistir a “Harry Potter e o enigma do príncipe no cinema”. Eu gostava dos filmes, mas nunca tinha pago um ingresso de telona para vê-los. Aí, descobri que o namorado tinha todos os livros e havia assistido a todos os filmes. Rolou uma nova curiosidade: “se o namorado gosta e eu gosto do namorado, será que não gostarei de HP?”. Mas este meu jeito. Descartes de pensar logo se esvaiu, como num passe de mágica.

Aí, veio a crise... A crise de ansiedade. Os surtos. E, com eles, as noites se transformaram em infernos, a cabeça não parava de pensar em besteiras. Então, meus terapeutas foram taxativos:
“a senhorita vai ler alguma coisa tranquila antes de deitar. Nada de Filosofia. Nada de Comunicação. Besteiras”.
E o que veio em minha mente? Harry Potter, é claro. Peguei a coleção do namorado e comecei a ler. Os primeiros livros foram bem complicados. Os seus começos eram mesmo maçantes, não agüentava ler as partes de Harry no mundo não-bruxo. Mas verdade seja dita, comecei a dormir melhor.

E, com o tempo, as coisas foram melhorando. A escrita ficou mais leve e envolvente e a trama complicada. No fim do sexto livro, eu já até sonhava com o fim de Harry Potter. Bem, o fim de J.K. Rowling foi bem diferente do que eu imaginava, mas não posso dizer que perdi meu tempo.

Li Harry Potter e, apesar de tudo, gostei. Agora posso dizer sem preconceitos.

4 de março de 2010

Água na boca


Mais um item para a sessão sonho de consumo sustentável: uma garrafinha de água com filtro!!!!!!!!!!!!!!!!

Quem me conhece sabe que não saio de casa sem levar a minha velha garrafinha. Mas admito que ela é feia e não confio muito na qualidade da água dos bebedouros que encontro por aí (no trabalho, na academia). Com a water bubble, ficaria mais tranqüila: cloro e resíduos orgânicos ficam no filtro (que só precisa ser trocado a cada três meses).

Sim, a garrafa é feita de plástico. Porém, todo o material é reciclado, ok?

Mais uma prova para mostrar que ser consciente não é ser chato ou brega. Fica a dica!

Fonte:
Embalagem Sustentável

1 de março de 2010

Pronto, falei!


Admito, sou um ser estranho no meio de tantas novidades digitais. Agora, tenho caído de amores pelas utilizações da web 2.0 (junto com a sustentabilidade, este tem sido o assunto que mais tenho gostado de estudar, inclusive, para mim, os dois “mundos” se completam, mas isso é discussão para outro post), contudo continuo não sendo muito fã das partes “táteis” da tecnologia.

Tento ficar por dentro dos lançamentos, das diferenças entre produtos. Mas, se os mesmos não apresentarem um chamado verde realmente interessante, a minha empolgação é rápida e rasteira.

Agora, falarei algo que certamente será considerado um desaforo: eu não amo de paixão a Apple. PRONTOFALEI!

Óbvio, acho tudo lindo e sei das maravilhas das suas mil funcionalidades. Mas não morro de vontade de ter nenhum dos seus milhares de “I’s”. Até tenho um Ipod (daquele pequenininho), que o meu namorado - amante incondicional da Apple - me deu.

Outro dia, já havia ficado triste ao ler que a empresa não possui um plano claro de logística reversa* (o que, na minha humilde opinião, todas organizações deveriam ter, principalmente as que lidam com um dos piores lixos industriais, o eletrônico). Agora, vem outra bomba: a Apple confirmou o uso de trabalho infantil!!!
Leia mais aqui.

Claro que já é uma boa notícia a empresa, pelo menos, assumir a mea culpa. O início do plano de crises parece estar sendo cumprido direito (um contrato com fornecedor já foi rompido). Vamos ver se as mudanças serão aplicadas e acompanhadas para que isso não se repita.

Esta é uma falta grave, mas que pode se consertada. É só lembrar do caso Nike. Todavia, é de difícil acompanhamento. A Apple deverá manter uma fiscalização mais frequente nas fábricas e não só esperar por auditorias anuais. A responsabilidade do desenvolvimento saudável de seus negócios e de um relacionamento de confiança entre a Apple e seus consumidores e prospects mais chatos (tipo euzinha) depende da própria empresa e não de seus terceirizados. Afinal, é o olho do dono que engorda o gado, não é o que dizem?

4 de dezembro de 2009

Sonhar junto

Sim, eu prometi que escreveria sobre as formas de promover filmes. Mas algumas coincidências (será?) me fizeram pensar sobre um tema que se torna cada dia mais presente em minha caixola: o desenvolvimento sustentável.

Vamos aos acontecimentos:

1) Durante o restinho de tarde livre que tive hoje (quase um milagre nesta semana), assisti ao programa Eco-Renovação, da Discovery Home & Health. Ele aborda maneiras “verdes” de se construir ou reformar uma casa;


2) Recebi o vídeo E se encolhessem a sua casa, que fala da redução das calotas polares, devido ao aquecimento global, o que vem exterminando o habitat dos ursos polares;

3) A chamada do Fantástico que apresenta, justamente, como os icebergs estão cada vez menores (e mais rápido);

4) O final do programa de Raul Seixas que mostrou ele cantando a belíssima frase “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade” e profetizando a revolta da natureza com as agressões humanas.

Considero impressionante como não nos comprometemos com a causa ambiental. As provas estão aí. As conseqüências também. Todo mundo teme um “2012”, mas (quase) ninguém faz algo pra mudar.

Eu não sou exemplo... Ainda. A cada dia, tento melhorar um pouco. Mas, hoje, no Eco-Renovação, vi que não faço quase nada. Há pessoas que saem de casas de 300m² para ambientes de 80m² construídos somente com elementos ecologicamente corretos e sustentáveis.

Eu me senti um lixo. Pelo menos, sei que sou um lixo reciclável.

Agora, será que ninguém mais se sente assim? Todo mundo acha normal considerar o encontro climático na Dinamarca obsoleto mesmo antes de começar?

Ser sustentável é mais do que usar papel reciclado ou diminuir a conta de luz. E nós, comunicadores, temos de saber disso para orientar e auxiliar as empresas que desejam pensar no lucro do planeta (e não só do próprio bolso).

Ser sustentável inclui, entre outras coisas, acompanhar insistentemente o processo de produção evitando ao máximo desperdícios, procurar novos materiais, dispensar fornecedores e educar. Sim, educar. Educar funcionários, clientes, acionistas...

Educação... Os meios de comunicação poderiam ser uma boa fonte, contudo, muitas vezes atrapalham. Eles misturam informações, valorizam um estilo de vida cheio de ostentações e extravagâncias desnecessárias e, quando abordam temas como o aquecimento global, geralmente dão a impressão de que o problema é só das indústrias e empresas. Não ensinam como cada um pode (“sim, nós podemos”), fazer a sua parte para melhorar o planeta (desde a escolha do que compra até como descarta/recicla seu lixo).

Afinal, “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade”.

Então, vamos sonhar juntos?

28 de setembro de 2009

Parem de falar mal da rotina

Eu sei que este é um plágio do nome da peça de sucesso da Elisa Lucinda.

Mas eu gostaria de dizer como estou feliz em ter uma rotina. Rotina traz conhecimento, traz saúde, traz paz...

Claro, a rotina pode cansar e é por esta razão que volto a escrever aqui. Não tenho vontade de fazer uma auto-biografia, mas sim escrever livremente, como há tempos não faço. Resenhas, devaneios, opiniões e crônicas.

Agora, vou lá preparar um jantar. É o início de uma rotina que espero que seja bem duradoura.

30 de abril de 2008

Preguiça. Palavra constante em meu vocabulário.

Hoje, dia chuvoso e relativamente frio, é uma dia crucial para se ter preguiça. Acordei cedo, tomei café, estudei e... Desisti de ir até à Biblioteca Nacional. Por preguiça, claro! Não que eu tenha ficado à toa, estudei mais em casa, escrevi e adeqüei artigos, ouvi jazz e tomei chá verde com cookies integrais.

Mas só de ter ficado em casa pela preguiça, minha cabeça pôs-se a trabalhar. A preguiça não se restringe somente a vontade de não mexer o corpo, de poupar energia física. A preguiça é toda vontade de poupar qualquer energia. Até pouco tempo atrás, eu sofria com uma preguiça intelectual inacreditável. Só de pegar um livro, abrir a página e começar a ler, eu cansava. Tinha preguiça de apreender novas coisas. “Para quê?”, pensava eu.

Agora, tenho uma preguiça de lazer. Não tenho curtido sair de casa, a não ser que seja para ir ao cinema ou ao teatro. Parece que o intelecto quis voltar a trabalhar com força. Sair para quê? Para dançar as mesmas músicas? Para ver os mesmos rostos? Para usar as mesmas roupas?

Quando digo que não quero sair, alguém sempre diz: “Vai sair sim, vai conhecer gente nova”. Óbvio que isso é uma torcida para que minha condição de solteira acabe logo. Ontem, quando comentei isso a uma amiga, ela também me disse que sente o mesmo que eu: PREGUIÇA, óbvio.

Afinal, conhecer gente nova? Ter que se arrumar para sair? Observar se há alguém de interessante por perto? Tentar iniciar um diálogo (e o pior, mantê-lo)? Verificar se bate a “química”? Fofocar o Orkut alheio? Esperar um telefonema? Fazer um telefonema? Marcar um outro encontro? Passar por todo o processo novamente?

Para quê, minha gente?

Às vezes, a preguiça nos manda repetir as figurinhas. Elas não completam o álbum, eu sei. Porém, também não desgastam nossa energia.

***** = ****** = ****** = ***** = ****** = ****** = ***** = ***** = *****

Na Vitrola
Prato do Dia – O Teatro Mágico (alguém diz pro Anitelli que eu não tenho preguiça de passar pelo processo de casar com ele?)

31 de março de 2008

"Deixa eu falar?"

Eu estava no meu percurso semanal entre a terapia e a casa de uma amiga. Assumo que estava meio ressabiada de encontrar com o rapaz do caso lá de baixo. Afinal, na última vez que nos vimos, eu fui extremamente grosseira (o que me é muito peculiar, principalmente após passar por um momento-trauma, caso para outro post).

Mas voltando ao percurso... Lá estava eu com meus passos apressados quando escuto uma pessoa do sexo feminino gritando “Deixa eu falar? Deixa eu falar?”. Se eu já me irrito facilmente com indivíduos que berram ao celular, imagina com esta senhora que só falava a mesma frase por longos cinco minutos? A minha vontade era de pegar o telefone e dizer para o quem-quer-que-fosse do outro lado da linha o seguinte: “PESSOA, FAÇA UM FAVOR PARA AGRADAR JESUS: DEIXA ESTA MOÇA FALAR!”.

Dez minutos após a sonora perseguição, alguém ouviu minhas preces, pois a menina se calou. Isso exatamente no mesmo momento em que parei no sinal. Aí sim veio a benção final, o monólogo que tanto alegrou meu resto de dia:

— Meu filho, o que você tem de entender é que eu já te superei. Não sinto mais nada por você. Na verdade, eu tenho NOJO de você. Já te esqueci. Já te superei.

A pessoa do sexo feminino passou direto e meu sinal abriu. Antes de atravessar, olhei para as outras mulheres que se encontravam no mesmo local. Todas, evidentemente, riam. “Quando a gente faz escândalo pra dizer que esquecemos é porque ainda gostamos muito”.

Confesso que me decepcionei com todo aquele escarcéu. Depois de dez minutos tentando falar era tudo aquilo que a moça queria dizer? Poxa, infelizmente, ela só deu mais crédito para o tal do ser que ela tem “nojo”. Ou vão dizer que o moçoilo não teve a mesma interpretação dos fatos do que a nossa?

No fundo, mulher é tudo igual. E os homens também.

***** = ****** = ****** = ***** = ****** = ****** = ***** = ***** = *****

Na vitrola:
Domingo no parque – Gil

13 de março de 2008

Fenomenologia

“Os homens respondem não apenas aos aspectos físicos de uma situação, mas também e por vezes, primariamente ao sentido que esta situação tem para eles. Uma vez que eles atribuem algum sentido à situação, o seu comportamento subseqüente e algumas das conseqüências deste comportamento são determinadas por este sentido anteriormente trabalhado” (W. J. Thomas)

Não fez sentido para você?

Para mim fez. E muito.

11 de março de 2008

Aqui estou, mais uma vez...

Tentando escrever um diário virtual. Bem, pelo menos, desta vez, a culpa não é minha. Claro que não! A culpa é dos meus amigos (alguns dos melhores, por sinal) que decidiram morar fora de solos brasileiros.

Eu gostaria muito de (re)começar a escrever cheia de novidades. Não tenho tantas. Mas já estou feliz por conseguir me estruturar. Horários de estudo, de terapia, de malhação, de ensaios... Tudo organizado! Estou com tempo para tudo. Bem, não vou falar mais não... Vai ver que o tempo percebe que está meio expremidinho e tenta fugir.

Vou fingir que não escrevi nada e cantarolar mais uma vez “bluuuuuuuuuuuue savannah song” (Erasure). Assim consigo assustar até o tempo!

***** = ****** = ****** = ***** = ****** = ****** = ***** = ***** = *****
SEÇÃO: COISAS QUE SÓ ACONTECEM COM LULUCA.

A moça e o rapaz não se esbarravam há bastante tempo. Mais de um mês, para ser (quase) exato. Nem telefone, nem e-mail, nem carta... Nem sinal de fumaça. Eis que a moça, que detesta o bairro de Copacabana, passa apressada por uma de suas principais ruas.

Com o tempo, ela percebe que está sendo seguida. Assustada, decide apertar o passo. O indivíduo não só acelera como anda ao seu lado. Sem coragem de tirar os olhos do chão —“Será que é um ladrão? Ou um louco? Sim, porque loucos me perseguem...”, pensava ela — a moça tentou andar ainda mais rápido, até que...

Do nada, o rapaz pára na sua frente. Braços abertos:

— Quer me matar do coração? — Diz ela.
— Ei! O que a senhorita faz por aqui, hein?
— Tô saindo da terapia. E o senhor?
— Tô indo para a minha terapia!
— Ah, fala sério! Não acredito!
— Pois é! E pra onde você está indo?
— Para a casa de uma amiga...
— Tá com horário marcado?
— Eu não? Mas você está, né? Tchau!
— Não, não! Eu ainda tenho tempo de tomar um suco...

E depois ainda dizem que a moça é maluca.

***** = ****** = ****** = ***** = ****** = ****** = ***** = ***** = *****
Na vitrola:
Blue Savannah Song

29 de novembro de 2006

Insone

Mais uma noite mal dormida. O sono aparecera devagar, mas sua lentidão se tornou prato cheio para insônia, que venceu mais uma batalha. Mas desta vez, não foram os pensamentos confusos ou os parágrafos quase insanos do livro de cabeceira que não a fizeram dormir.

Ela sentia saudades. Não era uma saudade de sentimentos, de carinhos e adornos. Era uma saudade física. Sentia falta de um outro corpo ao seu lado. Queria sentir novamente a pressão das mãos alheias subindo o contorno de suas pernas, sua cintura. Respirou fundo, pois talvez assim esta saudade passasse.

Saudade ou vontade? Já não sabia. Quanto mais respirava, mas aflita ficava. O tempo quente e úmido ajudava. Suava um pouco e as gotas de seu suor pareciam querer descobrir um corpo que nem ela mesma lembrava. Decidiu, então, redescobri-lo. Aos pouco e timidamente, é verdade. Pernas, barriga, seios... Lembrou-se da última vez em que eles foram tocados daquela forma.

É, talvez a última vez não valesse a pena ser lembrada...

Recordou a anterior. Agora sim sabia identificar que o que sentia não era saudade, mas sim uma vontade intensa e quase devoradora. Ser só já não adiantava. Não se importava mais que já era madrugada. Pegou o telefone. Ele tinha de saber que ela estava pronta...

(Só porque disseram que eu não seria capaz de escrever uma coisa dessas!)