3.12.09

Sim, eu prometi que escreveria sobre as formas de promover filmes. Mas algumas coincidências (será?) me fizeram pensar sobre um tema que se torna cada dia mais presente em minha caixola: o desenvolvimento sustentável.

Vamos aos acontecimentos:

1) Durante o restinho de tarde livre que tive hoje (quase um milagre nesta semana), assisti ao programa Eco-Renovação, da Discovery Home & Health. Ele aborda maneiras “verdes” de se construir ou reformar uma casa.
2) Recebi o vídeo E se encolhessem a sua casa, que fala da redução das calotas polares, devido ao aquecimento global, o que vem exterminando o habitat dos ursos polares.
3) A chamada do Fantástico que apresenta, justamente, como os icebergs estão cada vez menores (e mais rápido).
4) O final do programa de Raul Seixas que mostrou ele cantando a belíssima frase “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade” e profetizando a revolta da natureza com as agressões humanas.

Considero impressionante como não nos comprometemos com a causa ambiental. As provas estão aí. As conseqüências também. Todo mundo teme um “2012”, mas (quase) ninguém faz algo pra mudar.

Eu não sou exemplo... Ainda. A cada dia, tento melhorar um pouco. Mas, hoje, no Eco-Renovação, vi que não faço quase nada. Há pessoas que saem de casas de 300m² para ambientes de 80m² construídos somente com elementos ecologicamente corretos e sustentáveis.

Eu me senti um lixo. Pelo menos, sei que sou um lixo reciclável.

Agora, será que ninguém mais se sente assim? Todo mundo acha normal considerar o encontro climático na Dinamarca obsoleto mesmo antes de começar?

Ser sustentável é mais do que usar papel reciclado ou diminuir a conta de luz. E nós, comunicadores, temos de saber disso para orientar e auxiliar as empresas que desejam pensar no lucro do planeta (e não só do próprio bolso).

Ser sustentável inclui, entre outras coisas, acompanhar insistentemente o processo de produção evitando ao máximo desperdícios, procurar novos materiais, dispensar fornecedores e educar. Sim, educar. Educar funcionários, clientes, acionistas...

Educação... Os meios de comunicação poderiam ser uma boa fonte, contudo, muitas vezes atrapalham. Eles misturam informações, valorizam um estilo de vida cheio de ostentações e extravagâncias desnecessárias e, quando abordam temas como o aquecimento global, geralmente dão a impressão de que o problema é só das indústrias e empresas. Não ensinam como cada um pode (“sim, nós podemos”), fazer a sua parte para melhorar o planeta (desde a escolha do que compra até como descarta/recicla seu lixo).

Afinal, “um sonho sonhado só é só um sonho / um sonho sonhado junto é realidade”.

Então, vamos sonhar juntos?

2.12.09

E vida que anda

Acabou-se o temporário.

Acabaram-se os concursos.

Sobra a minha vontade de escrever sobre a profissão, ainda mais hoje, nosso dia. Parabéns, RP's.

Escreverei sobre as novas tendências de publicidade do (e no) cinema.

Talvez mais tarde, ou amanhã, pinte algum textinho.

30.9.09

Dois pastéis, um chopp e... o blog!

Eis que volto à minha veia de blogueira e me deparo, nesta semana com algo que achei completamente sem-noção. Hum... Será que vale a pena um pouco de suspense?

Não há nada mais “in” no mundo da Comunicação (“qui ça”, no mundo como um todo) do que a famosa web 2.0.. Comunicação em rede, fim do papel fixo de emissor e receptor (bem, de acordo com a minha teoria favorita, isso já não existe há tempos), interatividade, exposição 24h/7/365 de opiniões. Você diz o que pensa – ou melhor, escreve – ao vivo em seu blog (opa!), twitter, facebook, orkut...

Muitas empresas já descobriram este caminho. E não só para divulgação ou comunicação interna: algumas já usam a web 2.0. como ferramenta para melhorias de seus serviços. A Pizza Hut norte-americana, por exemplo, possui uma equipe de “facebookers” e “twitteiros” de plantão para acompanhar as críticas postadas nas mídias sociais. Críticas postadas, críticas anotadas e repassadas para suas respectivas gerências.

Se as pizzarias melhoraram, eu não sei, mas abrir um espaço desses para os clientes é uma boa pedida. O cara vai lá, come uma pizza fria e “twitta” pelo seu celular. A informação chegará mais rápido à Pizza Hut do que se ele fosse chamar a gerência.

Pena que nem todos os estabelecimentos pensem assim. Eu nem vou falar muito sobre o caso, para não virar um problema pra mim também. Mas o título da matéria da Folha já diz tudo: “Chamado de ‘pior bar do sistema solar’, boteco ameaça processar blog”.
Bem, para reduzir: alguém foi a um bar em São Paulo, não gostou de nadica (comida, bebida e atendimento) e postou a crítica num blog. E o bar, ao invés de pensar na resenha como uma forma de contato de um cliente e estabelecer estratégias de desenvolvimento, entrou com um processo jurídico.
Não sei como é este bar e não posso criticá-lo. Mas, como RP, digo que ele perdeu uma grande chance de crescer usando a web 2.0.. E o dano que sua imagem institucional sofreu depois do incidente (há muitos comentários de apoio aos blogueiros) é, provavelmente, bem maior do que o proporcionado pela crítica. Fazer o quê, né (ai, que saudades desta expressão!)
Mais informações em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u630810.shtml

http://resenhaem6.blogspot.com/

28.9.09

Parem de falar mal da rotina

Eu sei que este é um plágio do nome da peça de sucesso da Elisa Lucinda.

Mas eu gostaria de dizer como estou feliz em ter uma rotina. Rotina traz conhecimento, traz saúde, traz paz...

Claro, a rotina pode cansar e é por esta razão que volto a escrever aqui. Não tenho vontade de fazer uma auto-biografia, mas sim escrever livremente, como há tempos não faço. Resenhas, devaneios, opiniões e crônicas.

Agora, vou lá preparar um jantar. É o início de uma rotina que espero que seja bem duradoura.

30.4.08

Preguiça. Palavra constante em meu vocabulário.

Hoje, dia chuvoso e relativamente frio, é uma dia crucial para se ter preguiça. Acordei cedo, tomei café, estudei e... Desisti de ir até à Biblioteca Nacional. Por preguiça, claro! Não que eu tenha ficado à toa, estudei mais em casa, escrevi e adeqüei artigos, ouvi jazz e tomei chá verde com cookies integrais.

Mas só de ter ficado em casa pela preguiça, minha cabeça pôs-se a trabalhar. A preguiça não se restringe somente a vontade de não mexer o corpo, de poupar energia física. A preguiça é toda vontade de poupar qualquer energia. Até pouco tempo atrás, eu sofria com uma preguiça intelectual inacreditável. Só de pegar um livro, abrir a página e começar a ler, eu cansava. Tinha preguiça de apreender novas coisas. “Para quê?”, pensava eu.

Agora, tenho uma preguiça de lazer. Não tenho curtido sair de casa, a não ser que seja para ir ao cinema ou ao teatro. Parece que o intelecto quis voltar a trabalhar com força. Sair para quê? Para dançar as mesmas músicas? Para ver os mesmos rostos? Para usar as mesmas roupas?

Quando digo que não quero sair, alguém sempre diz: “Vai sair sim, vai conhecer gente nova”. Óbvio que isso é uma torcida para que minha condição de solteira acabe logo. Ontem, quando comentei isso a uma amiga, ela também me disse que sente o mesmo que eu: PREGUIÇA, óbvio.

Afinal, conhecer gente nova? Ter que se arrumar para sair? Observar se há alguém de interessante por perto? Tentar iniciar um diálogo (e o pior, mantê-lo)? Verificar se bate a “química”? Fofocar o Orkut alheio? Esperar um telefonema? Fazer um telefonema? Marcar um outro encontro? Passar por todo o processo novamente?

Para quê, minha gente?

Às vezes, a preguiça nos manda repetir as figurinhas. Elas não completam o álbum, eu sei. Porém, também não desgastam nossa energia.

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Na Vitrola
Prato do Dia – O Teatro Mágico (alguém diz pro Anitelli que eu não tenho preguiça de passar pelo processo de casar com ele?)

27.4.08

Enquanto isso no Palácio da Justiça

Após um período conturbado de mudanças (em todos os sentidos), volto a escrever para o blog.

Na verdade, vou apenas reproduzir um relato da Dani, minha comadre, que está morando em Belém (PA). Em um desabafo, ela diz como são as diferenças entre os atos de violências cometidos no sudeste e no norte do país. O texto começou com referência a uma coisa que eu realmente não agüento mais: o caso Isabella

Infelizmente, violência contra à criança sempre existiu. Cometida pelos pais, então... Eu, por exemplo, já trabalhei em um orfanato que só abrigava menores de idade que foram violentados pelos pais (ou responsáveis legais). Havia casos de estupros, queimaduras e, claro, de espancamentos.

Não quero aqui dizer que o caso Isabella não é chocante ou que deve ficar impune. Só gostaria de informar que se é para nos revoltarmos, devemos, então, conhecer as outras histórias. Todas elas são revoltantes.

Por que, então, monopolizar as atenções midiáticas em torno da “pequena Isabella”? As respostas podem ser muitas e existem diversas correntes teóricas dos campos da Comunicação e Sociologia que explicam este fenômeno... Eu não pretendo dar uma aula sobre estes aspectos (muitos, inclusive, estão fora do meu alcance), mas, se você quiser comentar comigo como está chocado com a violência cometida contra crianças, por favor, procure novos casos. Lembre-se de que Isabella não foi e não será por muito tempo o único caso que aconteceu no país.

Relato de Dani:

Isabella Nardoni? Aqui tem toda hora! Só esta semana teve: um menino de quatro anos possivelmente violentado e assassinado por um amigo da família; um padrasto que matou, a pedido da mãe, um garoto de 11 anos e uma outra mãe que matou um guri de oito anos porque a criança “fazia muito barulho”.

30.3.08

"Deixa eu falar?"

Eu estava no meu percurso semanal entre a terapia e a casa de uma amiga. Assumo que estava meio ressabiada de encontrar com o rapaz do caso lá de baixo. Afinal, na última vez que nos vimos, eu fui extremamente grosseira (o que me é muito peculiar, principalmente após passar por um momento-trauma, caso para outro post).

Mas voltando ao percurso... Lá estava eu com meus passos apressados quando escuto uma pessoa do sexo feminino gritando “Deixa eu falar? Deixa eu falar?”. Se eu já me irrito facilmente com indivíduos que berram ao celular, imagina com esta senhora que só falava a mesma frase por longos cinco minutos? A minha vontade era de pegar o telefone e dizer para o quem-quer-que-fosse do outro lado da linha o seguinte: “PESSOA, FAÇA UM FAVOR PARA AGRADAR JESUS: DEIXA ESTA MOÇA FALAR!”.

Dez minutos após a sonora perseguição, alguém ouviu minhas preces, pois a menina se calou. Isso exatamente no mesmo momento em que parei no sinal. Aí sim veio a benção final, o monólogo que tanto alegrou meu resto de dia:

— Meu filho, o que você tem de entender é que eu já te superei. Não sinto mais nada por você. Na verdade, eu tenho NOJO de você. Já te esqueci. Já te superei.

A pessoa do sexo feminino passou direto e meu sinal abriu. Antes de atravessar, olhei para as outras mulheres que se encontravam no mesmo local. Todas, evidentemente, riam. “Quando a gente faz escândalo pra dizer que esquecemos é porque ainda gostamos muito”.

Confesso que me decepcionei com todo aquele escarcéu. Depois de dez minutos tentando falar era tudo aquilo que a moça queria dizer? Poxa, infelizmente, ela só deu mais crédito para o tal do ser que ela tem “nojo”. Ou vão dizer que o moçoilo não teve a mesma interpretação dos fatos do que a nossa?

No fundo, mulher é tudo igual. E os homens também.

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Na vitrola:
Domingo no parque – Gil